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Dr. Gabriel Ferreira - CRM-SC 25614 | RQE 16624
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Humanizado
Médico Especialista
Em córnea e catarata
Localização
Hospital de Referência

Cirurgia a Laser no Ceratocone: Quando é Indicada, Como Funciona e Quais os Riscos

Cirurgia a Laser no Ceratocone: Entenda Quando é Indicada e se é Segura

A cirurgia a laser é muito conhecida por corrigir problemas de visão, como miopia e astigmatismo, mas será que ela também pode ser feita em quem tem ceratocone? A resposta é: sim, em alguns casos específicos. Mas é importante entender que a abordagem é completamente diferente.

Neste artigo, o Dr. Gabriel Ferreira, oftalmologista especialista em córnea e cirurgia de catarata, explica quando essa cirurgia pode ser indicada, quais são os objetivos e quais cuidados são essenciais para garantir segurança e bons resultados.

 

O que é o ceratocone?

O ceratocone é uma doença da córnea caracterizada pelo afinamento e deformação progressiva da sua estrutura. Em vez de ter um formato arredondado, a córnea se torna mais pontuda (em forma de cone), o que afeta diretamente a qualidade da visão.

Esse afinamento ocorre porque a biomecânica da córnea é diferente do normal — ela é mais maleável e menos estável. Por isso, qualquer procedimento realizado nesse tipo de córnea exige muito mais cuidado e critério médico.

 

 

O laser é seguro para quem tem ceratocone?

Sim, mas apenas em casos muito selecionados. A cirurgia a laser não é indicada para todos os pacientes com ceratocone. Ela pode ser considerada nos seguintes casos:

  • Estágio inicial da doença;

  • Grau baixo ou moderado;

  • Boa espessura corneana;

  • Córnea relativamente regular nos exames de topografia;

  • Ausência de progressão ativa da doença.

Além disso, o paciente precisa entender que o objetivo não é zerar o grau, como nas cirurgias para miopia em olhos normais. No ceratocone, o laser pode ser usado para:

  • Reduzir parcialmente o grau;

  • Regularizar a superfície da córnea e melhorar a visão com óculos;

  • Complementar o tratamento após implante de anel intraestromal (anel de Ferrara).

 

 

Técnica utilizada: PRK com laser topoguiado

A principal técnica usada nesses casos é o PRK (ceratectomia fotorrefrativa). Diferente de outras técnicas como o LASIK, o PRK não realiza cortes na córnea, sendo mais seguro para pacientes com ceratocone.

O laser é aplicado diretamente na superfície da córnea, com o auxílio de uma tecnologia avançada:

  • Rastreamento ocular em tempo real, capturando mais de mil movimentos por segundo;

  • Integração com exames de tomografia, permitindo um tratamento personalizado;

  • Modo topoguiado, que direciona o laser às áreas mais irregulares da córnea, promovendo uma remodelação mais eficaz.

 

 

Como é a cirurgia?

O procedimento é rápido, indolor e realizado com anestesia em forma de colírio. Veja como funciona:

  1. Você deita em uma maca e recebe o colírio anestésico.

  2. Um aparelho mantém os olhos abertos — você não precisa se preocupar em piscar.

  3. Basta olhar para uma luz verde piscando enquanto o laser é aplicado.

  4. A aplicação do laser leva de 30 a 60 segundos.

  5. Ao final, é colocada uma lente de contato terapêutica, que protege a córnea e ajuda na cicatrização. Ela é retirada após cerca de 7 dias.

 

 

Como é o pós-operatório?

A recuperação visual após o PRK em ceratocone é mais lenta do que em outras cirurgias a laser. Isso é esperado e faz parte do processo:

  • Nos primeiros dias: sensação de areia nos olhos, ardência e sensibilidade à luz;

  • Após 2 a 3 dias: visão pode ficar mais embaçada, o que é normal;

  • Ao longo de 30 a 60 dias: a visão melhora progressivamente;

  • Após 2 meses: é possível avaliar o grau residual e o resultado final da visão.

É comum que ainda seja necessário usar óculos após a cirurgia, especialmente se o objetivo foi apenas regularizar a córnea.

 

 

Riscos e cuidados

Embora seja segura quando bem indicada, a cirurgia a laser ainda envolve riscos, como qualquer procedimento médico:

  • Cicatrizes na córnea (geralmente leves);

  • Infecções, raras quando se seguem corretamente os cuidados com colírios e higiene;

  • Risco de progressão do ceratocone, especialmente se o paciente já tinha a córnea muito fina — nesses casos, pode ser necessário realizar o crosslinking para estabilizar a doença.

Por isso, o acompanhamento com um oftalmologista especialista é essencial para monitorar a evolução da córnea após a cirurgia.

 

 

Conclusão

A cirurgia a laser no ceratocone pode ser uma ótima alternativa em casos bem selecionados, trazendo melhora na qualidade de vida e na visão. No entanto, não é indicada para todos os pacientes e não tem como objetivo eliminar completamente o uso de óculos.

Se você tem ceratocone e quer saber se é candidato à cirurgia a laser, converse com seu oftalmologista de confiança ou agende uma consulta com um especialista em córnea.

 

 

Tem algum desses sintomas ou precisa de uma consulta oftalmológica? Entre em contato para o agendamento de uma consulta.

Opte sempre por profissionais qualificados e com experiencia, a saúde dos seus olhos é um dos nossos bens mais preciosos.

 

 

Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

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