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Dr. Gabriel Ferreira - CRM-SC 25614 | RQE 16624
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Como é a Cirurgia de Catarata? Segurança, Anestesia, Lentes e Recuperação

cirurgia de catarata

Você com certeza já ouviu falar da cirurgia de catarata. Mas será que entende como ela funciona, se é segura e se dá para ficar livre dos óculos depois dela? Essas dúvidas aparecem todos os dias no consultório. Neste artigo, eu explico o que é a catarata, como a cirurgia é feita e o que esperar da recuperação.

O que é a catarata?

Dentro dos nossos olhos existe uma lente natural chamada cristalino. Ela é responsável por focar tudo o que enxergamos e, para isso, precisa ser totalmente transparente. Com o envelhecimento, o cristalino vai ficando opaco aos poucos. Quando essa opacidade passa a atrapalhar a visão, damos o nome de catarata.

A catarata acontece dentro do olho, então não dá para vê-la olhando de fora. É comum confundi-la com o pterígio, aquela “carne” que cresce na parte branca do olho, mas são problemas completamente diferentes.

Todo mundo vai ter catarata um dia

A catarata faz parte do envelhecimento natural do olho. Uma hora ela vai aparecer: em algumas pessoas por volta dos 40 ou 50 anos, em outras depois dos 80. No Brasil, a idade média para operar fica em torno dos 65 anos.

Como ela evolui de forma lenta e gradual, muita gente não percebe que está enxergando pior. A pessoa vai se acostumando com a visão mais fraca e só descobre o quanto piorou quando faz o teste de visão na consulta.

Existe colírio ou remédio para catarata?

Não. A única forma de tratar a catarata é a cirurgia. Nenhum colírio ou medicamento consegue reverter ou retardar a catarata. Expliquei isso em detalhes neste artigo.

A cirurgia de catarata é segura?

Sim. A cirurgia de catarata evoluiu muito e hoje é um dos procedimentos mais seguros da medicina. Quando é feita por um cirurgião especialista e em um centro de referência:

  • a chance de complicações fica em torno de 0,5%, ou seja, cerca de 1 em cada 200 cirurgias;
  • as complicações mais graves, como infecção, são muito raras: cerca de 1 caso em cada 10.000 cirurgias.

Por isso, a escolha do cirurgião faz diferença. Sou oftalmologista com especialização em córnea e cirurgia de catarata, com mestrado, artigos científicos e capítulos de livros publicados, aulas em congressos da especialidade e mais de 1.000 cirurgias de catarata realizadas. Opero no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, em Joinville, um centro com estrutura completa para cirurgias oftalmológicas.

Também é importante saber que a cirurgia é definitiva. Depois de operada, a catarata não volta.

Por que sempre colocamos uma lente dentro do olho?

Uma dúvida comum é se dá para operar sem colocar lente. A resposta é não. O cristalino tem naturalmente um grau de cerca de 20 dioptrias. Se ele for retirado sem nada no lugar, o paciente ficaria com um grau altíssimo, impossível de corrigir de forma confortável com óculos.

Por isso, em toda cirurgia implantamos uma lente intraocular, que:

  • é definitiva e nunca precisa ser trocada;
  • não é sentida pelo paciente e não incomoda;
  • não precisa ser tirada nem colocada, como acontece com a lente de contato.

Dá para ficar livre dos óculos?

Depende da lente escolhida. Existem diferentes tipos de lentes intraoculares:

  • Lentes esféricas: as mais simples. Resolvem a catarata, mas não corrigem bem o grau, então o paciente continua usando óculos.
  • Lentes asféricas (monofocais premium): oferecem melhor qualidade visual e permitem corrigir o grau. Com a técnica de monovisão (um olho com foco para longe e outro para perto), muitos pacientes ficam livres dos óculos em boa parte das atividades do dia a dia.
  • Lentes de foco estendido: ampliam a visão para longe e para a meia distância. São muito usadas em quem tem alguma contraindicação às multifocais.
  • Lentes trifocais: focam longe, meia distância e perto ao mesmo tempo, com o maior grau de independência dos óculos.

Quem tem astigmatismo pode usar as versões tóricas das lentes premium, que corrigem o astigmatismo na própria cirurgia.

Não existe a melhor lente, e sim a melhor lente para cada paciente. A escolha leva em conta o seu estilo de vida, suas expectativas, o grau atual e a saúde dos seus olhos. Por isso a consulta e os exames pré-operatórios são tão importantes.

Como é feita a cirurgia?

  • Anestesia: na maioria dos casos é feita com colírio anestésico e uma sedação conduzida pela equipe de anestesia. O paciente fica relaxado e não precisa levar injeção no olho. Em cirurgias mais complexas ou demoradas, pode ser indicada a anestesia com injeção ao redor do olho (bloqueio peribulbar), que também é bem confortável.
  • Duração: em geral, cerca de 10 minutos.
  • Técnica: a catarata é fragmentada e aspirada por uma microincisão, e a lente dobrável é implantada no lugar.
  • Alta: o paciente vai para casa no mesmo dia, assim que passa o efeito da sedação, com um protetor de acrílico transparente. Não há tampão nem precisa voltar no dia seguinte para retirá-lo.
  • Os dois olhos são operados em dias diferentes, geralmente com uma semana de intervalo.

Como é a recuperação?

A recuperação costuma ser tranquila. Os principais cuidados são:

  • iniciar os colírios logo ao chegar em casa, seguindo a tabela de dias e horários entregue no hospital. O uso correto é fundamental para evitar inflamação e infecção;
  • não coçar os olhos;
  • evitar banho de mar e de piscina por 30 dias;
  • na primeira semana, cuidar para não cair água ou shampoo nos olhos no banho e dormir com o protetor de acrílico.

Fora isso, a maioria das atividades está liberada já no dia da cirurgia: usar celular e computador, assistir televisão, cozinhar, abaixar a cabeça e fazer atividade física moderada. Dá para voltar a dirigir quando você se sentir seguro com a visão.

Nos primeiros dias, é normal sentir sensação de areia e irritação e ter a visão embaçada por 24 a 48 horas. Colírios lubrificantes ajudam no desconforto. A avaliação final do grau costuma ser feita cerca de um mês após a cirurgia.

Sinais de alerta: olho muito vermelho por vários dias, dor ou piora repentina da visão não são normais. Nesses casos, procure seu médico ou o hospital imediatamente.

Perguntas frequentes

A catarata pode voltar depois da cirurgia?

Não. Depois que o cristalino opaco é retirado, a catarata não volta. Em alguns casos pode surgir uma opacidade na cápsula que sustenta a lente, que se trata com um procedimento simples a laser no consultório.

A cirurgia de catarata dói?

Não. Com colírio anestésico e sedação, o procedimento é confortável.

Preciso esperar a catarata “amadurecer” para operar?

Não. A cirurgia é indicada quando a catarata começa a atrapalhar as suas atividades, e não depois de um tempo determinado.

Quanto tempo depois posso voltar a trabalhar?

Na maioria dos casos, assim que se sentir confortável, geralmente em poucos dias.

Conclusão

A cirurgia de catarata é segura, rápida e definitiva. Ela também é uma oportunidade de corrigir o grau e reduzir a dependência dos óculos. Se você sente que a visão está ficando ruim, vale conversar com um oftalmologista especialista em catarata para avaliar o momento certo da cirurgia e a melhor lente para o seu caso.

 

Tem algum desses sintomas ou precisa de uma consulta oftalmológica? Entre em contato para o agendamento de uma consulta.

Opte sempre por profissionais qualificados e com experiência, a saúde dos seus olhos é um dos nossos bens mais preciosos.

 

Dr. Gabriel de Almeida Ferreira — Oftalmologista especialista em córnea, catarata e cirurgia refrativa. CRM-SC 25614 | RQE 16624.

 

Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

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